#TerEstiloÉTerSaúde: não acredite em tudo que falam por aí.

Ó, antes mesmo de começar a ler o nosso terceiro post da série, não perca os materiais anteriores. Já publicamos duas outras matérias sobre o câncer de próstata: a primeira, que fala sobre a origem das comemorações e os números da doença no país; e a segunda, que trata acerca da importância do diagnóstico. Se você está por dentro dos assuntos, então é só seguir com a leitura. Vamos lá!

Com o crescimento da internet, o acesso à informação tem se popularizado cada vez mais. Hoje, é difícil pensar em fazer qualquer atividade do cotidiano sem antes dar aquela pesquisada nas redes sociais, por exemplo. Praticamente, todo mundo já se consultou pelo Google, não é? Os dados de um levantamento realizado ainda em 2015 pelo Informe Doctoralia reforçam as afirmações: 1 em cada 4 pessoas recorre à web para pesquisar sobre saúde, mas você sabia que esse comportamento pode indicar riscos? O que começa como uma simples e corriqueira dor de cabeça ao final é diagnosticado como um grave problema no cérebro – (a gente exagerou um pouco, mas é bem por aí). Cabe ressaltar que a prática não substitui de maneira alguma a ida ao médico.

Quando falamos sobre câncer de próstata qualquer dúvida é motivo, sim, de uma consulta com um especialista. Entre tantas referências disponíveis por aí, destacamos algumas bem reais e outras um tanto quanto caluniosas.

1) O câncer de próstata atinge somente pessoas idosas?

MITO – Não mesmo! Apesar de raro em homens com menos de 40 anos, o perigo é real. Para aqueles que já passaram dessa idade, fiquem atentos. 40% casos diagnosticados acontecem em pacientes abaixo dos 50 anos.

2) Ter casos da doença na família aumenta a probabilidade de eu ser afetado?

VERDADE –  Infelizmente, sim. Um dos principais fatores de risco é a hereditariedade. Um parente de primeiro grau diagnosticado com o tumor duplica a sua chance. Então passou dos 45 anos, já comece a visitar o médico regularmente, beleza?

3) Se no resultado do exame de PSA não aparecer nada de anormal, estou livre do câncer.

MITO – Não, isso porque o câncer pode estar em estado inicial, ou seja, ainda não apresenta sintomas. Daí, a importância do toque retal.

4) Falando nele, o exame de toque dói?

MAIS OU MENOS – O que acontece é que quanto mais tenso o paciente estiver, mais desconfortável ele vai se sentir. Portanto, fique tranquilo. O  procedimento dura menos de 1 minuto e é o mais recomendado, pois o médico consegue sentir com precisão o tamanho do tumor.

5) Ser sedentário pode aumentar as possibilidades de desenvolvimento do tumor.

VERDADE – Algumas alterações metabólicas relacionadas à falta de exercícios podem levar a mudanças moleculares responsáveis pela gênese da neoplasia. Sabe a academia ou aquela caminhada no fim da tarde? Pois é, está na hora!

6) Comidas inadequadas podem contribuir para o surgimento da doença.

VERDADE – A gente entende que um hambúrguer de vez em quando não mata ninguém, não é? Mas o problema é quando esse tipo de alimento faz parte do nosso cotidiano. Dietas ricas em gorduras saturadas, presentes em salgadinhos, biscoitos recheados e refrigerantes, aumentam as chances de evolução do tumor. Aposte nos itens mais orgânicos e perceba a diferença! Ah, o coração agradece também!

7) Negros têm maior risco de serem afetados pelo câncer.

VERDADE – Pesquisas realizadas apontam que os afrodescendentes correm um maior risco de serem diagnosticados com a doença. Uma razão que hoje é aceita pelos especialistas está ligada aos fatores genéticos dos pacientes. A taxa de mortalidade é três vezes mais alta, ou seja, check-up anual, principalmente, após os 45 anos.

8) Se eu apresentar sintomas como dificuldade para urinar significa que tenho câncer?

MAIS OU MENOS – Não é bem assim. Existem outras doenças que acometem a região da próstata como a Hiperplasia Benigna da Próstata, um aumento no tamanho da glândula por inflamação, e a Prostatite, infecção causada por vírus e bactérias.

9) Sempre quando diagnosticado com o tumor, o paciente precisará removê-lo por meio de cirurgia.

MITO – Não, não! Existem casos, por exemplo, em que o médico recomenda ao paciente tratamentos como radioterapia ou apenas o acompanhamento do volume da próstata, além dos níveis de PSA. Claro, tudo vai depender do estágio da doença.

10) O câncer de próstata pode causar impotência.

MAIS OU MENOS – Vamos com calma porque nem todo paciente com o tumor sofre com o mal! A possibilidade existe? Sim! Porém mais para os homens que se submetem à Protectomia Radical (retirada total da próstata). Todavia, entretanto, contudo homens que não sofriam com o problema antes do tratamento têm boas chances de permanecer livres desse aborrecimento. Daí, uma das razões para tamanha importância de um diagnóstico precoce, pois a probabilidade de cura é maior e os riscos de disfunção erétil são mínimos.

Por hoje é só! Não deixe de acompanhar a nossa quarta e última matéria da série #TerEstiloÉTerSaúde. Até a próxima semana!