#TerEstiloÉTerSaúde: a importância do diagnóstico.

Na primeira matéria da nossa série sobre o câncer de próstata, destacamos a origem da campanha e os números alarmantes da doença no país. Nesta segunda parte, o objetivo é reforçar a mensagem que melhor mesmo é prevenir do que remediar.

Para começar: o que é a próstata e como o tumor evolui?

É uma glândula responsável pela produção parcial do líquido seminal que protege e nutre os espermatozoides. Ela fica localizada bem abaixo da bexiga e em frente ao reto e à uretra, o canal por onde a urina percorre. Quanto ao tempo para o desenvolvimento da doença, o ritmo é lento. O maior inimigo de um paciente é a discrição, isso porque, na grande maioria das vezes, o câncer é silencioso, não há sintomas. Para se ter noção do lapso de tempo, entre o diagnóstico e a morte causada pelo tumor são mais de 10 anos de infestação (tempo médio), dependendo da situação do organismo. Nas fases iniciais, a chance de cura é alta, nos estágios avançados, a realidade é diferente. Uma vez confirmado o surgimento do câncer, é hora de descobrir a fase, na qual ele se encontra porque será a partir desse ponto que entram os cuidados necessários.

1) Estágio A – ainda não dá para ver o tumor nem tocá-lo, nenhum sintoma detectado;

2) Estágio B – já dá para vê-lo e tocá-lo em exames de imagem, presença de uma massa dura;

3) Estágio C – tumor que atingiu as vesículas seminais ou áreas próximas;

4) Estágio D – outros órgãos foram afetados como a bexiga.

Mas pera aí! Quais sintomas podem indicar um problema?

Vale ressaltar que não estamos dizendo que os sintomas abaixo realmente aconteçam por conta de um tumor, mas é importante ficar de olho e marcar logo uma consulta. São eles:

  1. a) Dificuldade para urinar (jatos fracos ou em gotas);
  2. b) Dor ou ardor ao urinar;
  3. c) Vontade frequente de urinar (sensação de bexiga cheia);
  4. d) Urina escura (presença de sangue);
  5. e) Dor ao ejacular.

Nos casos avançados, infecções e dor nos ossos são recorrentes.

Existem mais doenças que afetam a próstata? Quais exames são indicados?

Infelizmente, sim. Além do próprio câncer, as patologias mais comuns são a Hiperplasia Benigna da Próstata, um aumento no tamanho da glândula por inflamação, e a Prostatite, infecção causada por vírus e bactérias. O uso de remédios costuma ajudar, porém em casos graves a remoção da próstata é a única opção. Agora quando falamos de exames, esbarramos num grande empecilho: o preconceito. É comum se deparar com homens que deixam de se proteger por conta da falta de informação. O toque retal, por exemplo, evitado por muitos, é o mais indicado e simples de todos, já que o médico consegue avaliar o tamanho da glândula com precisão em menos de 01 minuto. Ainda assim, destacamos outros 5 exames para que ninguém dê aquela desculpa para não se cuidar:  

1) PSA: exame de sangue simples focado na avaliação da proteína PSA na corrente sanguínea;

2) Urina: análise de possíveis infecções ou presença de sangue no líquido, um recipiente de coleta é solicitado;

3) Fluxometria: avaliação do aumento da próstata através do jato – 1lt de água uma hora antes do exame para que a bexiga fique cheia;
4) Biópsia: exame complementar para confirmar tumores malignos, amostras da glândula são retiradas para análise a fundo;

5) Ultrassonografia: ecografia na região lombar para notar alterações na próstata, processo menos invasivo.

Cabe ressaltar que homens a partir de 50 anos podem procurar um profissional para realizar os testes. Se há um histórico familiar da doença, a idade cai para 40.

No próximo post, não deixe de conferir os mitos e verdades sobre o câncer de próstata. Até a próxima semana!