#TerEstiloÉTerSaúde: 30 dias de conscientização.

Um pouco de história

Se para elas existe o Outubro Rosa, para nós o Novembro é Azul! Criado em 1999 na Austrália, o período busca refletir e chamar a atenção para a prevenção e o tratamento do câncer de próstata, um dos tipos da doença que mais atinge os homens no mundo. Na época, um grupo de amigos decidiu deixar os seus bigodes crescerem (lá fora, a celebração é conhecida como Movember – por conta da palavra Moustache, bigode em inglês) durante todo o mês com o objetivo de apoiar e incentivar a saúde masculina. Após a iniciativa, a prática virou tendência no país e a mensagem se espalhou globo afora. Cinco anos depois, é criada a Movember Foundation Charity e o que antes havia começado como uma pequena ação foi transformado em um grande ato de cuidado com o próximo. As mulheres também ajudavam vestindo roupas azuis ou, até mesmo, aderindo a bigodes falsos. Demais, não é? Como tudo o que é bom pode ficar ainda melhor, o foco principal foi estendido para falar sobre a depressão e diversos eventos de arrecadação de fundos foram criados.

Mas por que este mês e como veio para aqui?   

Se engana quem pensa que o tempo em que as atividades são realizadas foi escolhido ao acaso, isso porque no dia 17 é comemorado o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata. Para agregar valor ao significado, dia 19 é o Dia Internacional do Homem. No Brasil, o Instituto Lado a Lado pela Vida e a Sociedade Brasileira de Urologia deram o pontapé na divulgação de informações a respeito da campanha. Pontos turísticos foram iluminados de azul e celebridades aderiram ao movimento com divulgação de publicações nas redes sociais. Tamanha importância fez com que o Novembro Azul integrasse o Calendário Nacional de Prevenções.

Sinal vermelho

Já podemos começar o tópico com a seguinte notícia: até dezembro, aproximadamente 61 mil brasileiros vão ser diagnosticados com a doença, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). A cada ano, o número de mortes registradas ultrapassa a faixa dos 13 mil, a cada 36 minutos 1 nova vítima. O levantamento acaba por afetar a expectativa de vida dos homens que hoje, em média, é 7 anos menor do que a das mulheres, conforme pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E sabe o que é pior? 20% dos pacientes são diagnosticados com câncer em estágio avançado, o que faz com que a taxa de mortalidade chegue a ¼ ou expressivos 25% dos registros.

No próximo post, fique por dentro da importância da prevenção e os exames que podem constatar o tumor. Até mais!